segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Tomou Doriu!

Vandalismo Carioca
Sumiu os óculos da estátua de Carlos Drummond Andrade, que fica na praia de Copacabana, na Zona sul do Rio. Por qual razão, furtariam os óculos de uma estátua? Drummond está sentado de pernas cruzadas, pensativo, observando sua maravilhosa Copacabana. Bem que poderiam convidar o temível e famoso detetive Sherlock Holmes ao Rio, pois ele conseguiu desvendar o roubo do violino Stradivarius no romance de Jô Soares, quem sabe não nos ajudaria? Eu relmente ficaria revoltadíssima, se por acaso roubassem o copo de bronze que acompanhia a estátua de Vinícius de Moraes no coração de Itapuã, Putz!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Todo carnaval tem seu fim..

Dois milhões ou mais de turistas no carnaval, a folia acabou, mas o verão ainda está na casa. Mesmo não usando mais confetes e serpentinas, alguns blocos tentam resgatar os velhos carnavais, mas será que conseguem? Acho melhor acordar, pois o carnaval agora é outro!
Então, inté ano que vem! Inté as cores, os pintos mijando pelas ruas, o gingado, o suor, o tênis no ar, inté o carnaval camarotizado, inté as comidas tailandesas oferecidas no camarote do expresso 2222, inté as pipocas esmagadas, as coladas nos desconhecidos, os políticos que aproveitam para conquistar votos, o adeus do vocalista que deixou sua banda rumo a carreira solo, inté as confusões das multidões para adquirirem os bilhetes para arquibancadas dos circuitos, os gordinhos que ganharam peso para disputar o trono do Rei Momo e caíram do cavalo, a voz insuportável de Preta Gil, (não sei qual foi a fada, que disse que ela poderia ser cantora), os transatlânticos que aportaram trazendo turistas para a folia, inté para aqueles que se vestiram para fechar com sua fantasias escandalosas , inté as divas dos ritmos, os técnicos de som, engenheiros, mecânicos, inté ao Gandhy que troca o colar por um beijo de língua, inté “alegria de erê vendo gente sambar”, inté o vendedor de cravinho com o galão na cabeça, o vendedor de isopor, inté para os Estados disputando qual o melhor carnaval, inté a levada sincronizada, inté “o olha nós aqui na Band”, inté o arrastão, os hit’s da folia “ ela é toda boa”,” beber cair e levantar”, inté o varre aqui, limpa acolá... Inté aos artistas que deixaram de herança o samba, o axé, o fricote, inté à indústria poderosa na qual o nosso carnaval transformou-se.
Mesmo o novo governo da Bahia, se arriscado, trocando tudo na área do turismo, a não continuidade administrativa, o carnaval andou, mesmo com a mudança do Rei Momo light, o carnaval andou.
Agora é lutar contra o calendário e espichar o verão, vamos espichar,enquanto as águas de março não fecham o verão.

Fotos: por Américo Bonfim


quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

As idiossincrasias de fim de ano.

Happy New Year!
Natal é família reunida, ou quase toda família. São parentes que não se falam e passam a se falar. É termômetro daquele velho peru cansado de guerra subir para avisar, queijo cuia sob a mesa, salpicão, nozes e um guloso no seu lugar. É amigo oculto, é a cara de decepção do presente que você gostaria realmente de ganhar. É Roberto Carlos e Xuxa no ar. É pisca-pisca na sala, transito mais intenso, superlotação no shopping, décimo terceiro e ladrão doido para roubar. É a cultura do outro lugar, coca-cola na mesa, ligação interurbana e internacional, doações para as pessoas carentes e a força de uma criança para não cochilar para ver se realiza o sonho de conhecer Papai Noel vindo de qualquer lugar. É fazer planos para o ano novo, de chorar pelos que se foram, de estourar champagne e de brindar. É tempo de branco, de praticar a superstição, de pular as sete ondas , comer as sete uvas, colocar uma folha de louro na carteira, comer lentilha no janta ou de jejuar. É talvez tempo de dizer a verdade, de sentir-se culpado, planejar aquele sonho que nunca dar tempo de realizar. É tempo de querer viver tudo em uma única noite. É tempo de dizer: Ano que vem tudo melhorará!
" Que tudo se realize no ano que vai nascer "

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Elemento:Fogo!

GENTE QUE BRILHA


O Centro histórico estava pegando fogo, fogo em todos os sentidos, fogo por conta do calor, da multidão, o cheiro das rosas, da cor vermelha imperando, por conta de tanta fé e claro! Os gritos de saudação(Êpa Hei!) a Iansã, também conhecida como Oiá. A Festa de Santa Bárbara, abriu as porta para as festas populares da Bahia com uma procissão belíssima. Como na Bahia tem toda uma fusão, é quase ecumênica, os orixás tem um sincretismo com os santos católicos e Santa Bárbara é sincretizada com a dona dos raios, aquela que domina o temporal, a impulsiva das companheiras de Xangô, a audaciosa IANSÃ, que também é homenagiada com muita força.
A cambada da Cairu que é adeptos a fotografia, tentava flagrar algumas imagens interessantes embaixo do sol-a pino, pois como diz o nosso Caê na música terra: "Tudo, tudo na Bahia , faz agente querer bem, a Bahia tem um jeito..."
Estavamos todos lá no laço protetor, eu, fulano, sicrano, beltrano, os vendedores de artigos religiosos, turistas, fotógrafos, trabalhadores, vedendores ambulantes, devotos, pais e mães de santo, formando um tapete vermelho para saudarmos essas poderosas mulheres.

EPA HEI!
Foto: by me


domingo, 2 de dezembro de 2007

"Depende de nós,quem já foi ou ainda é criança"


É verdade quando Castilho disse: "As recordações são os únicos belos astros que adornam a noite da velhice.". Estou envelhecendo mesmo, é um fato!
Meus pais ainda moram no mesmo lugar onde eu cresci, onde brinquei, formei minha personalidade, moram no mesmo lugar, onde eu dizia para minhas amigas que nunca nos separaríamos e onde dizia também que moraríamos sempre juntas , pois não pensava em constituir uma família, pois acreditava que nada disso importava , já que eu tinha elas, pois gostaria de casar com todas elas.
Sinto-me felicíssima todas às vezes que vou a casa dos velhos e às vezes quando tenho a oportunidade de caminhar por aqueles passeios e ruelas de descer as escadas , virar nas dobras de cada bloco lembrando-me de cada ponto onde eu gostava de brincar e qual era o lugar adequado daquela divertidíssima vida de criança. Nossa! O quão fui feliz naquela conjunto, onde cada apartamento era um mundo diferente, onde saltitei , onde tive meu primeiro amor, onde brinquei de esconde, esconde, onde tive o meu primeiro sutiã, meu primeiro vídeo cassete, onde corria solta, livre, onde brinquei com os meninos de gude, pipa, pião, onde andei descalça , onde não queria banhar-me para não perder tempo, onde brinquei de polícia e ladrão.Verdadeiramente o conjunto Resgate me resgata!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Vivendooooooo!

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que
não provocam ódio nem paixão,as coisas definidas
como mais ou menos. Um filme mais ou menos,
uma balada mais ou menos. Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador, é preciso que
nossos anjos e demônios sejam despertados, e
com eles sua raiva, seu orgulho, sua paixão, sua
adoração ou seu desprezo. O que não faz você
mover um músculo, o que não faz você
estremecer, suar, desatinar, não merece fazer
parte da sua biografia."
[Martha Medeiros]

terça-feira, 13 de novembro de 2007


Será que sou eu na minha carteira de identidade?

Será que sou eu que ando no meu corpo pela cidade?

Será que sou eu que morro de rir da felicidade?

Ou será que sou eu que minto pra dizer a verdade?


Será que sou eu o feto que não quer nascer?

Será que sou eu o único defunto que quer viver?

Será que sou eu a cara em que meu olho mora?

Ou será que sou eu aquele cara sem culpa que foi embora?


Será que sou eu puxando o fio do suéter de lã?

Será que sou eu excitando a força do imã?

Será que sou eu que tenho medo do jornal de amanhã?

Será que sou eu quer sou feliz por não usar sutiã?


Eu, eu, eu, eu

Será que sou eu?


Será que sou eu o alvo da boca que me beija?

Será que sou eu que bebo água ao invés de cerveja?

Será que sou eu o cabeludo pregado na cruz da igreja?

Ou será que sou eu que penso ser o que talvez eu nem seja?



Eu, eu, eu, eu

Será que sou eu?