sábado, 7 de junho de 2008

A POESIA DA CONVENCIONAL

Em 1986, meu pai fez uma viagem com o Ilê ayê, para os EUA, e ao voltar, naturalmente trouxe lembranças e presentes para a cambada toda da casa e presenteou-me com canetas de todas as cores e formato possíveis, lapiseiras, variedades de borrachas cheirosas, walkman, um cão de pelúcia que ao bater palmas dava cambalhotas e latia, enfim, só não fazia comer ração (ñ duvido nadica, se não já inventaram um que já coma ração e faça cocô depois) vídeo cassete, mas sempre tem um presente que faz brilhar os zoinhos e o presente que fez com que minha midríase aumentasse foi a maquina fotográfica, (suspiro). Foi com esse embrullho que comecei meus primeiros clicks, clicks torcidos, sem iluminação alguma, tremidos, remexidos, sem enquadramento simétrico, sem nenhuma captura de imagem qualquer, clicks queimados, aonde vinha a decepção na hora da revelação, escrevendo assim, até parece que sou uma profissional, confesso amadoríssima e feliz... Enfim, cresci , casei e de quebra fui premiada com a máquina Nikon do meu marido e um cenário natural chamado Barra do Itariri, onde continua sendo meu bastidor preferido. Com a nikon, sentia-me a poderosa e nunca passava muito tempo sem revelar aquele simpático e saudoso rolinho de filme. Na hora da revelação, quase ganhei alguns hematomas na testa, pois confesso, que saia da loja, olhando as fotos sem conseguir desviar das formiguinhas e baratinhas do shopping.
Sonhava muito entrando em uma salinha escura com um varal com fotos e pegadores. Encantava-me com filmes onde existiam personagens que revelavam suas próprias fotos, aquela bandeja branca e a pinça para pegar a foto e automaticamente pendurar na corda, hum...aquela coisa de que quando crescer quero ser igual, sabe? Hoje alguns filmes fazem-me passar no túnel do tempo, como: Lado a Lado com Julia Roberts, que faz o papel de uma talentosa fotógrafa, aliás nesse filme me encontrei de várias formas, um filme com Robin William, retrato de uma obsessão, que ele faz um papel de uma psicopata, Cidade de Deus, com o personagem Buscapé.
Bem de mansinho chega o mercado digital, com vocês, o fenômeno, A CÂMERA DIGITALL! ! Aposentando de vez o álbum fotográfico. Nem precisa preocupar-se mais, agora você mudando-se de uma casa para outra, não perderá seu álbum de fotografia, não mais amarelará, você só perderá suas fotos, só se a camisinha do seu PC estourar, assim entrando um vírus mortal. Lembro-me que quando ganhei minha câmera digital Olympus digital 3.0, clicava todos os momentos, suspendendo o pé, estalando o dedo, todas as circunstâncias. E as visitas? Não podiam nem conversar, comer, fazer xixi, eu, extravagantemente, fervorosamente, saia click, click, click..........Eu hein?!
A verdade é que as câmeras digitais virou uma febre, assim como o celular e nem adianta mentir, quando chega um pobre coitado com sua câmera convencional, aquelas que fazem o clique e rebobina o filme, essa mesmo com aquele zunido, CLICKKKKKKKKKKKK! Todo mundo olha atônito, parecendo que estamos no filme do diretor, Steven Spielberg, Jurassic Park I, eu nem digo II, (seria moderno demais), parece que tem um big Tiranoussauro Rex entre nós.
Sinto saudades do álbum, sempre estou revelando fotos, expondo as mais bacanas no meu mural, sempre que me sobra tempo, estou arrumando antigos álbuns, verificando se tem algum tipo de fungos alimentando-se das minhas capturas, pois para mim, existe uma poesia na fotografia convencional, gosto de sentar e ficar passando o álbum, relembrando, algumas vezes chorando ou rindo pencas, já quando olhos as fotos na tela do computador, a maiorias das vezes, não conseguem arrancar-me súbitas perturbações, assim como ler o jornal, ler um livro tudo pelo computador, meu negocio é pegar.
Sei que a agilidade é a grande vantagem da câmera digital, você não precisar mais morrer de curiosidade para saber como ficou a foto, pois sabe-se lá quando você terá ou se terá a oportunidade de registrar aquele momento novamente?
Agora fico aqui na expectativa de novas invenções, pena que o curso seja tão caro, e os equipamentos mais caros ainda, por enquanto vou contentando-me com a minha digital Sony e a disputadíssima câmera do meu marido e com minha monografia que será em cima disso, com a página do flick, com a lição do meu professor querido de fotografia, com os click’s da minha linda Bahia, em falar nisso, para não perder o habito faz uma pose aê, isso! Agora diga diga X.........

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia de Jorge.

Salve


"Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem

Para que meus inimigos tenham mãos, não me toquem

Para que meus inimigos tenham olhos e nao me vejam

E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal."



terça-feira, 22 de abril de 2008

"Eu quero ter um filho com você."

O elogio do amor
André Takeda escreveu este texto para a Revista Cláudia de junho. A editora pediu a ele um texto na primeira pessoa, falando sobre o amor, e ele não pensou duas vezes. Decidiu escrever sobre um dos momentos mais reveladores do seu relacionamento.
Foi assim, dessa forma espontâneas e sinceras que Helena me acordou naquela manhã de sábado. Talvez ela apenas estivesse expressando um desejo que, mais cedo ou mais tarde, aparece na maioria das mulheres. Tenho certeza de que isso não aconteceu somente comigo. Imagino que milhares de homens, em todos os cantos do mundo, acordam um dia com essa frase. Quem sabe não é mais um daqueles mistérios femininos. Chega um momento em que vocês simplesmente trocam o bom-dia por "eu quero ter um filho com você". Confesso que fiquei com vontade de cobrir o meu rosto com o lençol, do mesmo jeito que fazia quando eu era criança e a minha mãe me chamava para ir à escola. E, enquanto pensava no que iria responder, fui obrigado a encarar esse monstrinho danado chamado amor.
Veja bem, consigo enumerar todas as 201 razões que me fazem crer que a Helena é a mulher mais linda do mundo. Sei todos os motivos que fazem com que as nossas conversas sejam fluentes como um texto do Verissimo. Até sou capaz de adivinhar os sapatos de que ela mais gostou em sua loja predileta. Mas não conseguiria dizer a você por que eu a amo. Porque o amor não é como a paixão, que está explícita nas batidas aceleradas do coração. Muito pelo contrário. Ele se esconde nas pequenas paradas do nosso coração, tão pequenas que mal conseguimos perceber.Até que, naquela manhã de sábado, tudo ficou muito mais claro. Rolando na cama, sentindo que havia chegado à vida adulta, fiz um pequeno retrospecto de nossos três anos juntos e, então, finalmente descobri o que é o amor. E quer saber? Gostei do que vi.
Porque só o amor pode fazer com que um cara entenda a beleza da fidelidade depois dos 30 anos. Só o amor tem o poder de deixar para trás uma adolescência que insistia em continuar. Só o amor sabe nos ensinar que o melhor da vida é dividir. Só o amor consegue fazer com que a gente pare de gastar todo o salário em discos. Só o amor convence você a cortar os cabelos. Só o amor muda a sua rotina de jantar todos os dias macarrão instantâneo com Coca-Cola. Só o amor admite erros e pede desculpas. Só o amor deixa exposto tudo aquilo que você nunca quis ver. Só o amor, e, por favor, preste bem atenção no que vou dizer agora, só o amor amadurece.
Como é que nunca percebi isso antes? É tudo tão óbvio agora. Para um homem, não existe nada pior do que amadurecer. Não é que seja difícil. É pior mesmo. No sentido de ruim, chato, incômodo. Porque amadurecer implica mudança, e mudança é algo que não existe no vocabulário de nenhum dono do mundo que se preze. Mas você quer saber a verdade? Ser dono do mundo é um saco. Isso mesmo, um saco. Um saco e uma grande mentira. Porque neste mundo somos todos inquilinos. E não existe nada melhor do que ser inquilino a dois.
"Eu quero ter um filho com você", ela repetiu.
Sim, eu estava devendo uma resposta. Nenhuma mulher confessa algo parecido sem esperar algo em troca. Se eu ainda fosse dono do mundo, com certeza iria dizer que ela estava louca, que não deveria me pressionar, que eu era jovem e, depois de alguns meses, iria dar um jeito de cair fora do relacionamento. Só que, dessa vez, foi tudo tão diferente. Eu apenas segurei a sua mão. E senti que a criança que existia em mim estava saindo debaixo do lençol para não retornar mais. Porque leva um certo tempo até o homem entender o amor. Mas, depois que a gente entende, já não há mais volta. Quando menos esperamos, estamos amando o amor.
"...jogue seus cabelos no vento não olhe pra trás ouça o barulhinho que o tempo no seu peito faz faça sua dor dançar atenção para escutar esse movimento que traz paz
cada folha que cair cada nuvem que passar deixa
a terra respirar pelas portas e janelas das casas atenção para escutar o que você quer
saber de verdade "


(Arnaldo Antunes)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

SoFiA

Não estou esperando um filho, mas acho interessantíssima essa passagem da escolha do nome do filho. Há pais, que procuram a numerologia para escolher os nomes dos seus bebês. Há aqueles que fazem promessas ou simplesmente segue a sua origem, africana, indígena, enfim a linha etnológica. O Cartório tem barrado muita gente, porque me lançam cada nome para os bebês com cara de joelho, coitados! Que muitas vezes até combinam com a carinha de joelho esticados e enrugados como: 1, 2, 3 de Oliveira 4, Bem Vindo o Dia do Meu Nascimento Cardoso, FRANKSTOSENE (nem sei se é assim que se escreve) é pode levar fé , esse aí, foi um colega meu do ginásio, Xi! Será que tem alguma coisa haver com Frankenstein? E sem esquecer daquelas perigosas junções entre o nome de pai e mãe. Mas também discordo dessa nova lei, que tiram o direito a registrar seus filhos com nomes em idioma afro. Oficiais de cartórios vêm rejeitando hoje, registros de nomes que têm em sua grafia as letras y, k e w que, oficialmente, não faziam parte do alfabeto do Brasil. Mas quanta hipocrisia! O que mais vemos, são essas grafias em todos os lugares e com essa reforma na nossa língua, essas letras, logo, logo farão parte do nosso alfabeto.
Meu pai mesmo, lançou nome diferente a meus dois irmãos, Kilane e Oubí. Kilane é do personagem do livro, e Oubí é uma semente de origem africana.
O nome que sempre seduziu-me foi Sofia, ah, Sofia! Que em Grego, significa sabedoria. Sei que foge completamente das minhas origens, ou seja, o resgate e afirmação da minha identidade. Depois que li O Mundo de Sofia, encantei-me mais ainda sobre essa personagem numa aventura na filosofia.
Sofia era uma menina de quase quinze anos que morava com sua mãe, pois o trabalho de seu pai o deixava ausente boa parte do tempo.Certo dia, quando vinha da escola, encontrou dois pequenos envelopes brancos, não simultaneamente. Em cada um havia uma indagação e elas levaram Sofia a refletir sobre a vida e a origem do mundo. Também recebeu um cartão-postal que deveria ser entregue a uma pessoa que ela nem conhecia e cujo nome era Hilde.
Sofia recorreu a um esconderijo no jardim de sua casa para pensar e refletir sobre as perguntas. Para ela, ele representava um mundo à parte, um paraíso particular, como o jardim do Éden mencionado na Bíblia.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

sábado, 12 de abril de 2008

Parabéns Salvador!

Feliz, feliz, feliz cidade, seja feliz, cidade pelo seu seu aniversario.
Desculpe-me pelo atraso de feliz aniversário, acontece q ando meio decepcionada, não se preocupe, não é com vc, mas sim, com aquelas pessoas q a administram. Não posso ficar triste com vc, logo vc q oferece-me tantas coisas legais, caso, circustância, condições, estado, fato, alegria, brilho, sinestesia, música, ritmo, dança, abundância de bens, riquezas, cultura, tom, transmissão, expressão e até retóricas sobre vc, é vc mesmo, minha Salvador, Salvador de todos os Santos, que me deixa tão vulnerável a seus encantos e beleza. Vc Salvador, q foi a primeira capital do Brasil e nem fique triste, pq para mim será sempre a primeira.459 anos , hein?Quanto chão! Está em cima, nem parece!Continua um brotinhooo! Tá baum, sei q brotinho, nem se usa mais!
Obrigado por tudo, tentarei retribuir na hora de escolher um canditado menos ruim , acredite ñ tenho culpa nenhuma desse que está dirigindo vc agora , minha consciência está leve . Tudo bem, ñ fique triste, mudarei de assunto, falaremos de coisas boas, então Feliz Aniversário!Desejo-lhe vibrações positivas. Aí, ñ chora!Vem cá, me dá um abraço!
[Tatiana]